Pequenas Escolhas, Grandes Estragos

by - dezembro 28, 2018


"Quando as escolhas se corrompem o caráter se corrompe"; Foi o que lembrei quando despertei. Na noite anterior havia sonhado com meu pastor declarando essa profunda assertiva que dia após dia, depois do fatídico sonho ecoaram em meu ser, balançando-me. Sempre fui diligente defensora de que na simplicidade moram as mais profundas sabedorias, e como tal, não poderia negar a profundidade contida nessa única linha.

De fato, todos os grandes desastres em minha vida tiveram início com pequenas escolhas erradas aparentemente inofensivas. Errei, acertei, estando as vezes consciente ou não das consequências de tais escolhas. Algumas delas trazem tristeza e apatia, outras trarão alegria;  O que corrompe ou acerta um caráter são as pequenas escolhas diárias. A rebeldia é ofertada diariamente como refeição a um faminto, porém não se deixe levar pela analogia. Ela é sutilmente introduzida, disfarçando-se de argumentos meticulosamente articulados como: "você merece um descanso", "você merece mais" ou ainda, "por quê ser tão dura consigo mesma?";

Tão sutil... Tão perspicaz que por vezes escapa entre os dedos e desliza pelo corpo descendo direto ao coração. Nesses momentos a coragem é testada, os grandes desafios são vencidos por (vejam só) pequenas decisões, mas é sempre delas que fujo por considerar insignificantes. É sempre uma oferta declarando-se inofensiva que nos tira do paraíso. Tem sido assim desde a fundação do mundo: "A serpente disse à mulher: Certamente não morrereis." (Gênesis 3:4).

Posso ouvi-la me dizer: "Certamente não morrerás se guardares raiva", "Certamente não morrerás se não perdoares", "Certamente não morrerás se mentires". Poderia formar milhares de frases com os argumentos soprados em minha mente. O que antes não percebi, é que uma única desobediência deliberada por menor que se julgue ser, já abriga a semente maligna da rebeldia. Ela floresce e dá frutos rapidamente, quando se percebe, todo o coração está tomado e em ruínas.

Todos os dias morte e vida são ofertadas, e o poder de decidir permitir que a eternidade se construa é concedido pela graça:

'Eu lhes dou a oportunidade de escolherem entre a vida e a morte, entre a bênção e a maldição. Escolham a vida, para que vocês e os seus descendentes vivam muitos anos.' (Dt. 30:19)

'O pecado não dominará vocês, pois vocês não são mais controlados pela lei, mas pela graça de Deus.' (Rm 6:14)

Tendo em mente o que disse o Senhor a Caim é possível perceber o padrão correto de comportamento em situações como essa:

"Se tivesse feito o que é certo, você estaria sorrindo; mas você agiu mal, e por isso o pecado está na porta, à sua espera. Ele quer dominá-lo, mas você precisa vencê-lo." (Gn 4: 7)

Busquei inúmeros exemplos para ilustrar essas verdades, mas entre todos, o melhor é o de Caim. Antes do homicídio, Caim decidiu permitir que a ira que sentiu descesse ao coração, o que o levou mais tarde a matar seu irmão; Tudo teve início com uma pequena decisão; Deus o havia avisado: "Você precisa dominá-lo", mas Caim escolheu ser dominado; A rebeldia que floresceu em seu coração transformou para sempre sua história, tornando-o escravo das consequências de seus atos.

Não esquecendo que toda a força necessária para vencer o pecado vem de alguém que multiplica Seu poder em meio a fraquezas, podemos confiar: cada uma das pequenas escolhas serão feitas de maneira sábia. A colheita será os mais excelentes frutos vindos de Suas mãos. Entre eles o mais doce é uma vida rendida e um coração sensível e puro. Embora essas decisões pareçam ser inofensivas e insignificantes, é necessário ter estrita cautela ao fazê-las, dando a elas a importância que tem. Nossa esperança deve ser o sangue de Jesus que nos capacita e ainda quando caímos, oferece um caminho de volta pra casa;




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